<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4884496977519240539</id><updated>2012-02-16T05:17:55.770-08:00</updated><title type='text'>LITERATURA BRASILEIRA II - CONCEITOS OPERACIONAIS</title><subtitle type='html'>Oferecer um repertório teórico composto de conceitos operacionais básicos para a leitura crítica de textos poéticos; compreensão da poesia brasileira, do período romântico ao moderno, nos aspectos históricos, culturais e estéticos. Autores: Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves, Bilac, Cruz e Sousa, Augusto dos Anjos, Vanguarda paulistana, Bandeira, Drummond e Cabral.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://conceitosoperacionais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4884496977519240539/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosoperacionais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcus Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02951364318194786999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4884496977519240539.post-7627768094512027354</id><published>2009-03-01T18:38:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T19:19:45.908-08:00</updated><title type='text'>FRAGMENTOS PARA DISCUSSÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RY35nOlYyTc/SatH9IzDwhI/AAAAAAAAABU/KLi-U1y7LtQ/s1600-h/dali.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308415701445493266" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RY35nOlYyTc/SatH9IzDwhI/AAAAAAAAABU/KLi-U1y7LtQ/s320/dali.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;1. É possível definir o que é literatura e qual é sua função?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;em&gt;E para que poetas em tempos de fome?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. É possível definir exatamente a função da crítica e da interpretação de textos literários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A crítica literária pode ou deve aspirar à totalidade? A totalidade é um horizonte possível no âmbito da crítica literária? E no âmbito da linguagem, do pensamento e do processo de obtenção do conhecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;em&gt;A paralaxe é um fenômeno óptico relativamente simples que pode ser usado como método. Ela é a mudança de posição aparente de um objeto em relação a um segundo plano mais distante, quando esse objeto é visto a partir de ângulos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;em&gt;O Objeto só pode ser percebido quando de lado, sob uma forma parcial, distorcida, como a sua própria sombra – se lhe lançamos um olhar direto nada vemos, vemos um simples vazio. O Objeto só é acessível através de um adiamento incessante. O Objeto é, portanto, qualquer coisa de criado por uma rede de desvios, aproximações e quase colisões.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. &lt;em&gt;A Coisa Real é um espectro fantasmático cuja presença garante a consistência de nosso edifício simbólico, permitindo-nos evitar sua inconsistência constitutiva.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. &lt;em&gt;Todas as nossas posições são relativas, condicionadas por constelações históricas contingentes, de forma que ninguém tem soluções definitivas, apenas soluções pragmáticas temporárias.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. &lt;em&gt;Nos vinte anos em que tenho dado aula de literatura assisti ao trânsito da crítica por impressionismo, historiografia positivista, new criticism americano, estilística, marxismo, fenomenologia, estruturalismo, pós-estruturalismo e agora teorias da recepção. A lista é impressionante e atesta o esforço de atualização e desprovincianização em nossa universidade. Mas é fácil observar que só raramente a passagem de uma escola a outra corresponde, como seria de esperar, ao esgotamento de um projeto; no geral ela se deve ao prestígio americano ou europeu da doutrina seguinte. Resulta a impressão – decepcionante – da mudança sem necessidade interna, e por isso mesmo sem proveito. O gosto pela novidade terminológica e doutrinária prevalece sobre o trabalho de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. &lt;em&gt;Por mais que cognitivistas e desconstrutivistas – esses inimigos mortais – clamem em acordo que o Eu “substancial” que precede ao campo aberto da interação social contingente, este Eu “substancial” não existe, por mais que o esoterismo new age ocidental faça coro com a narrativa de que o Eu é apenas um conjunto de eventos mentais heterogêneos e elusivos, por mais que eles clamem, nossa experiência cada vez mais é a de um Eu isolado e imerso em sua esfera neurótica ou alucinatória. Eis-nos ligados à rede por nossos computadores que rodam Windows; no entanto, nós somos cada vez mais organismos isolados sem qualquer janela para a realidade, interagindo sozinhos com uma tela de computador, encontrando apenas simulacros virtuais e presos cada vez mais nas tramas da rede ideológica da globalização.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. &lt;em&gt;A interpretação da arte a partir unicamente da forma, isolada no belo formal, é pobre perante o fenômeno estético, é uma redução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;12. A importância do dado biográfico para a interpretação da obra é relativa. Embora psicanalistas e críticos literários operem interpretações a partir de textos (um, com as narrativas do inconsciente oferecidas pelos pacientes; o outro, com textos literários), como bem frisa Adorno, &lt;em&gt;o elemento biográfico projetivo no processo de produção dos artistas é, na relação com a obra, apenas um momento e dificilmente o decisivo&lt;/em&gt;. O mesmo autor chama atenção para o perigo da aplicação da psicanálise à interpretação de obras de arte, uma vez que sua ênfase nas projeções biográficas acaba por reduzir o fenômeno estético à identidade integral entre obra e artista. Para Adorno, a psicanálise corre sempre o risco de transpor o pedantismo médico para um objeto inadequado e sutil – como Leonardo e Baudelaire ou, entre nós, Machado de Assis ou Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. A literatura é uma prática especificamente subjetiva? Em que medida ela ajuda a construir a subjetividade de quem lê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. A literatura pode ajudar a entender e construir o real? A interpretação e a crítica de textos literários e de fenômenos culturais pode ajudar a entender e construir o real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. &lt;em&gt;A literatura é um ato socialmente simbólico. Por isso a prioridade da interpretação política dos textos literários. A perspectiva política não é um método suplementar ou auxiliar opcional de outros métodos interpretativos hoje em uso – o psicanalítico, o mítico-crítico, o estilístico, o ético, o estrutural –, mas como horizonte absoluto de toda leitura e de toda interpretação.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Em plena vigência das sociedades midiáticas e em plena vitória do capitalismo multinacional com discurso e dominação globalizantes, ainda é possível falar em cultura popular? Confrontar as suas reflexões com as de Roberto Schwarz: &lt;em&gt;Como seria a cultura popular se fosse possível preservá-la do comércio e, sobretudo, da comunicação de massa? O que seria uma economia nacional sem mistura? De 64 para cá a internacionalização do capital, a mercantilização das relações sociais e a presença da mídia avançaram tanto que estas questões perderam a verossimilhança.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4884496977519240539-7627768094512027354?l=conceitosoperacionais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosoperacionais.blogspot.com/feeds/7627768094512027354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conceitosoperacionais.blogspot.com/2009/03/fragmentos-para-discussao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4884496977519240539/posts/default/7627768094512027354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4884496977519240539/posts/default/7627768094512027354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosoperacionais.blogspot.com/2009/03/fragmentos-para-discussao.html' title='FRAGMENTOS PARA DISCUSSÃO'/><author><name>Marcus Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02951364318194786999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RY35nOlYyTc/SatH9IzDwhI/AAAAAAAAABU/KLi-U1y7LtQ/s72-c/dali.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
